#FlagshipFebruary: Que tal revisitar uma cerveja artesanal clássica?

Vocês já perceberam como cervejas que eram marcas registradas de suas cervejarias são aposentadas ou desaparecem das prateleiras das lojas e das torneiras dos bares? Esse fenômeno acontece por um motivo simples, falta de demanda. Ou seja, nós, eu, você e nossos amigos, simplesmente paramos de beber esses rótulos que, não raro, foram os que nos levaram para a cerveja artesanal.

Esse fenômeno não é exclusividade do Brasil. Nos Estados Unidos a venda daqueles rótulos conhecidos como “flagships” (emblemáticos) têm caído. E o motivo é a constante demanda do consumidor por novidades, o que causa um outro efeito também conhecido por aqui, o constante lançamento que sigam tendências. Só que isso nem sempre significa qualidade. Quantas vezes você experimentou uma nova cerveja que, além de não ser lá muito diferente das que já conhecida, nem sequer estava boa o suficiente para valer a pena?

Flagship February

Preocupado com o destino dessas cervejas emblemáticas o escritor de livros sobre cerveja norte-americano Stephen Beaumont lançou a campanha #FlagshipFebruary. Ela incentiva bares e consumidores a, durante o mês de fevereiro, valorizarem aqueles rótulos que construíram o mercado craft beer dos Estados Unidos, um dos mais importantes do mundo. A ideia é que os estabelecimentos dediquem algumas torneiras para esses rótulos, façam promoções com eles, e que o público as redescubra.

Que tal fazer algo parecido no Brasil? Nem precisa ser agora em fevereiro, ou ter alguma campanha organizada para isso. Basta revisitar aqueles rótulos que, mesmo no nosso ainda bastante novo mercado artesanal, já são clássicos. Descobrir novos sabores e aromas é muito bom, mas às vezes beber despreocupadamente aquela cerveja artesanal brasileira que nos mostrou que elas não são todas iguais é tão bom quanto.

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