Slow Brew: grandes cervejas e respeito ao consumidor


Organização, respeito ao público, diversão e ótimas cervejas, isso é tudo o que se espera de um evento cervejeiro. E foi exatamente o que o público que lotou o Slow Brew Brasil 2017 no sábado, 18 de novembro, recebeu.

O Slow Brew foi criado há três anos e reúne cervejarias brasileiras e internacionais, com foco nas artesanais. No evento o público paga o ingresso e tem direito a degustação livre de todos os rótulos disponibilizados. Entre eles estão tanto cervejas já conhecidas quanto rótulos raros.

O que mais chamou atenção no evento, depois da qualidade das cervejas, foi o cuidado com praticamente todos os detalhes para que os visitantes tivessem uma experiência satisfatória. Ao chegar no local cada participante recebia o copo oficial, um tirante – sempre muito útil – e um caderninho com todas as cervejas disponíveis em cada stand, com os horários de abertura dos rótulos raros em ordem (que foi divulgado nas redes sociais anteriormente), e um mapa do festival, o que ajudava a montar a estratégia do que experimentar. Parece básico, mas tem festival maior que não faz nem isso.

Claro, isso não significa que não houve filas. Nas aberturas de rótulos raros e lançamentos elas sempre eram formadas, e em algumas cervejarias como a holandesa De Molen, a norte-americana Founders, a sueca Omnipollo, a escocesa Brewdog e brasileiras como a Trilha e Dogma elas foram constantes. Mesmo assim foi raro ver alguém insatisfeito.

Até porque a circulação seguia fácil, graças ao espaço bastante amplo escolhido pela organização (o Centro de Eventos Pro Magno), e sempre era possível procurar outra cerveja e ficar na espera com o copo cheio. As cervejarias também atuaram de forma ágil e organizada na hora de servir as doses para o público, mesmo nos momentos de lotação. Além disso, era fácil parar para trocar uma ideia com os cervejeiros e cervejeiras para falar de seus rótulos.

A praça de alimentação e o palco para shows ficavam em um local reservado, o que também ajudava na circulação, e ofereceu uma grande variedade de food trucks. O único porém que pode ser apontado é quanto aos pontos de hidratação. Apesar de existirem em uma quantidade razoável, as filas neles foram bastante grandes e a água constantemente acabava.

Mas isso passou longe de tirar a qualidade do Slow Brew Brasil. A decisão de ir para o evento ocorreu duas semanas antes dele ocorrer, e valeu cada hora mal dormida no ônibus até São Paulo para conferir um festival bem organizado e que respeita o público.

Destaques cervejeiros

Em um festival com tantas opções é humanamente impossível beber absolutamente todos os rótulos, mesmo se forem pequenas doses. Logo, essa lista de destaques é bastante pessoal, baseada no que foi experimentado no evento:

— Sweet Symbiosis: Um dos lançamentos do festival, e com degustação limitadíssima, foi essa Russian Imperial Stout da carioca Quatro Graus com a cearense 5 Elementos. A cerveja leva morango e cacau na receita e isso fica bem claro no aroma e no sabor. Surpreendentemente equilibrada, vale a pena esperar a chegada no mercado.

— Hu+ma+na: Outra RIS, novamente uma parceria da 5 Elementos, dessa vez com a paulista Trilha. Chocolate, baunilha e café são os destaques do aroma, em uma cerveja cremosa e potente.

— Gasoline Sour: Essa cerveja da Morada Cia. Etílica, do Paraná, não é exatamente uma novidade, mas foi um dos melhores rótulos do festival. Valeu a espera na longa fila. Uma Flanders Red Ale com acidez potente, equilibrada pelo amadeirado.

— Frootwood: Aquela Fruit Beer que você respeita. Essa cerveja da norte-americana Founders passa por maturação em barris de bourbon e maple syrup e é cheia de complexidade, com notas de frutas vermelhas, toques amadeirados e condimentados.

— Selassie: Quem teve paciência para ficar na fila da Omnipollo pôde experimentar essa Imperial Stout incrível dos suecos. Extremamente complexa e ao mesmo tempo equilibrada, ela traz aromas de café, chocolate e baunilha, numa cerveja aveludada e encorpada.

— Verdeel & Heers: Uma das cervejarias mais disputadas do festival, a De Molen levou essa Imperial Stout envelhecida em barris de whiskey com adição de brettanomyces, uma das melhores de seu stand.

— Sourmind: É, essa Berliner Weisse da Dogma não é novidade, mas foi a primeira vez que bebi e foi uma ótima pedida. Leve, refrescante e altamente frutada, com aroma bastante presente de goiaba.

— Una Boca Con Tierra Non Conta Mentira: Com esse nome a cervejaria é meio óbvia. A Saison com dry hopping também estava interessante, com bom aroma de frutas cítricas e frutas vermelhas.

— Alterego: Não bebi muitas IPAs no festival, mas fiz questão de tomar novamente a Alterego, a Double NE Sour colaborativa entre a W*Kattz e a RockBird, que estava disponível no stand desta última. Foi outra cerveja que formou fila para ser experimentada e recebeu muitos elogios.

— Pace Car Racer: Uma das outras poucas IPAs foi essa Session IPA assertiva da norte-americana Bear Republic, com aromas resinosos e cítricos, foi uma ótima opção pra equilibrar a porrada das Imperial Stouts.

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Categorias:Festivais cervejeiros

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