Mondial de la Bière: hora de aprender com os erros


No ano em que celebrava 5 anos no Rio de Janeiro, era de esperar que o Mondial de la Bière tivesse algo de especial. O que ninguém esperava era que uma polêmica logo no primeiro dia fosse a marca dessa edição. O copo da discórdia é assunto até agora, mas os cinco dias de festival tiveram muitos outros pontos que precisam ser abordados, principalmente as cervejas, que foram a salvação da festa.

Eu adoraria começar a falar do Mondial pelas cervejas, mas não tem como começar a falar do festival sem falar da lambança do novo copo. Feito pela Cisper pela primeira vez, ele logo chamou atenção pela mudança de formato – um mini pint – e recebeu elogios até o fim do primeiro dia. Mas foi começarem a chegar relatos e vídeos que mostravam que sua medida de 125 ml, outra novidade, tinha apenas 100 ml para o amor acabar.

A demora em se dar um retorno sobre o assunto e o fato da resposta inicial não dar nenhuma explicação sobre o que seria feito para ressarcir quem foi lesado no primeiro dia só agravou o mal-estar. E nisso quem teve que matar no peito as críticas foram as cervejarias, que não tinham culpa alguma do imbróglio. E a solução só foi achada muito depois – sem contar a explicação desastrada da Cisper –, algo que num festival do tamanho do Mondial sequer deveria ter acontecido. Que sirva de lição para o próximo ano.

Pontos positivos

Como dito lá no começo, as cervejas foram o grande ponto positivo. E as cervejarias do Rio em especial deram mais uma grande demonstração da qualidade e criatividade das suas receitas. Oceânica, Old School, O Motim, RockBird, Hocus Pocus, Gaspar Family Brew, Três Cariocas, Oceânica, W*Kattz, Madá, Three Monkeys, Noi, 2Cabeças, Botto Bier, OverHop, entre outras, levaram algumas ótimas novidades para os pavilhões do Cais Mauá.

A presença de algumas cervejarias gaúchas que tinham feito falta em 2016 ou que não haviam participado ainda, como Seasons e Maniba com estande conjunto, e a Suricato Ales, foi outro destaque. As brasileiras em geral dominaram o evento, tanto em figuras já carimbadas como a Dádiva, Way Beer e Bodebrown, para ficar em alguns exemplos, quanto na participação de novidades no evento como a recifense Ekaüt e a paulistana Daoravida. Outro local que valia a parada era o stand do Sebrae, que novamente abriu espaço para cervejarias que sozinhas não teriam conseguido estar no evento.

Fizeram falta

Uma das marcas do Mondial era oferecer a possibilidade de conhecer cervejarias estrangeiras que não vêm para o Brasil. Mas esse ano isso não aconteceu, com a retirada do Petit Pub, um dos espaços que mais atraiam público nas outras edições. As estrangeiras marcaram presença em especial nos estandes de importadores, com destaque para a Founders e a Brooklyn. Seria uma boa a organização trazer de volta o Petit Pub em 2018, pois fez falta.

Algumas cervejarias brasileiras tradicionais e que chamavam muito público também não estiveram nessa edição. Foi o caso da gaúcha Tupiniquim, que costumeiramente oferecia cervejas com preços muito bons, e a fluminense Mistura Clássica. E ambas fizeram falta, pois muitos participantes reclamavam das ausências delas.

Pontos negativos

Apesar do problema com o copo ter sido o mais comentado, ele não foi o pior que aconteceu no evento. Mais grave que isso foi deixar muitas cervejarias sem luz logo no primeiro dia. Para quem trabalha com chopeiras elétricas isso foi um desastre, já que impossibilitou as vendas. E nisso quem só foi na quarta-feira ao Mondial foi duplamente prejudicado, já que além de receber doses menores, não teve como provar muita coisa. O sistema de compra das cervejas também teve problemas e confusão, com muitos questionamentos. As longas filas para recarregar cartões e nos food trucks foram novamente um incômodo, que talvez só sejam amenizados com a ampliação do espaço do festival.

De modo geral o que parece é que a qualidade apresentada pelas cervejarias amenizou o incômodo do público. Não acredito em terra arrasada ou que a edição 2018 esteja ameaçada, mas sem dúvida é necessário que muitas coisas sejam repensadas pela organização, para que no próximo ano todos saiam com mais lembranças positivas do que com desconfianças.

Categorias:Festivais cervejeiros

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