Repense Cerveja 2017: um dia de criatividade, diversão e taças cheias


Há três anos os cariocas e brasileiros são convocados pela 2Cabeças para repensar a bebida que tanto adoramos. E cada edição do Repense Cerveja deixa na boca a vontade de que setembro do ano seguinte chegue logo para podermos provar mais cervejas cheias de criatividade, que exploram diversas das muitas possibilidades que ela possui em um dia de muita diversão, amizade e troca de experiências. E em 2017 não foi diferente.

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De volta ao formato original de apenas um dia, mas em uma casa mais espaçosa, o Repense Cerveja teve 10 novidades plugadas nas chopeiras, mais outros diversos ótimos rótulos das cervejarias parceiras nessa empreitada da 2Cabeças. Das produções para o evento, cada uma teve algo de positivo – e mais abaixo segue um pequeno review de cada uma –, mas com alguns destaques. Foram os casos da Caramel Salé, com a Three Monkeys, a Mais Uma Larger Normalzinha, com a Urbana, a Yellow Tart, com a Dádiva, Whiskey Sour Ale, com a RockBird, e a Limonada Suíça, com a Cervejaria Nacional.

Uma grande confraternização

Além das cervejas, o outro ponto mais importante do Repense Cerveja é a confraternização entre consumidores e cervejeiros. E nisso o evento novamente foi ótimo, com um clima, no geral, de amizade e diversão. Isso, aliado a tantas boas cervejas, mantém o evento como um dos festivais imperdíveis no Rio.

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Novo local, e algumas observações

A mudança de local, da Casa da Glória para a Casa de España, teve como vantagem o aumento no espaço de circulação. Além disso, a parte externa, onde ficavam as opções gastronômicas, tem uma bela vista, o que contribui para o clima geral da festa. Mas sempre da pra melhorar alguma coisa.

Uma delas é a própria utilização do espaço. Foi interessante ter uma parte mais livre depois das chopeiras, mas estas poderiam ter sido instaladas um pouco mais distantes umas das outras. Também seria interessante terem sido colocados mais um ou dois pontos de hidratação e lavagem de taças, talvez até mais afastados das cervejas. Com essas medidas, acredito que a circulação seria melhor ainda. São pequenos detalhes que deixariam o festival mais legal do que já é.

E no fim, não tem como não sair feliz do Repense Cerveja e já ficar na expectativa para que setembro de 2018 chegue e traga mais grandes e criativas cervejas.

As cervejas do Repense:

Caramel Salé – Pra começar, a preferida daqui. Essa Gose produzida em parceria com a também carioca Three Monkeys ficou incrível, com aroma de caramelo bastante pronunciado e agradável. E no paladar o doce é equilibrado pelo sal do Himalaia usado na receita, em uma cerveja fácil de beber, refrescante e que dá vontade de repetir. E ainda dava para brincar de mixologista, ao misturar a cerveja com um frozen, caramelo e sal disponíveis ao lado da chopeira.

Mais Uma Larger Normalzinha – Eles disseram que estava tudo errado com essa cerveja, mas a Imperial Pilsen feita em parceria com a Urbana, de São Paulo, com double mash com um mosto de Light “LARGER” com milho, foi uma das mais surpreendentes da festa. Altas doses de lúpulo conferiram um aroma potente, muito curioso pra uma cerveja que é só Mais Uma Larger Normalzinha.

Yellow Tart – Prometeram uma irmã pra Pink Lemonade, uma das queridinhas do Repense 2016, e cumpriram. A Yellow Tart, Berliner Weisse extremamente lupulada em parceria com a paulista Dádiva, foi outro destaque. Todo o aroma dos lúpulos complementado pelo das frutas usadas na receita (manga, pêssego e abacaxi), em uma explosão de sentidos.

Whiskey Sour Ale – Ainda nas ácidas, a parceria com a carioca RockBird resultou em homenagem ao drink clássico. A Whiskey Sour Ale combinou o limão com carvalho, uma acidez marcante, uma sensação frisante na boca e boa refrescância em mais uma bela cerveja.

Limonada Suíça – Witbier é suave, suavecita, né? Bem, não no Repense Cerveja. Essa Double Wit produzida em parceria com a Cervejaria Nacional, de São Paulo, entrega o que o nome sugere: uma limonada suíça com a mão pesada na fruta, com dulçor pronunciado pela lactose e cremosa.

#WTF – Pela hashtag quem foi nas outras edições do festival já sabe com quem essa Double IPA foi feita. A nova parceria com a 3 Cariocas estava ótima para os amantes de melancia, com a fruta bastante na cara, tanto no aroma quanto no sabor. A tangerina aparecia em segundo plano, com um toque cítrico para equilibrar o jogo.

Gelato IPA – A parceria internacional desse Repense foi com a italiana Canediguerra, com uma NE IPA com goiaba e baunilha. Ela começa com um amargor que fica na língua, mas depois vai suavizando com o frutado e a baunilha.

Via Lactos – A Lagos Cervejaria nasceu para ser uma alternativa aos ciganos do Rio e foi a casa para produção de algumas das cervejas feitas para o festival, acabou também com uma das parceiras da 2Cabeças para um rótulo exclusivo. O resultado foi uma bela Berliner Weisse com Tamarindo, que tem como ponto forte a alta drinkability.

À Palo Santo – A 2Cabeças aparentemente resolveu mesmo homenagear músicos brasileiros. Essa English Strong Ale feita em parceria com a Experimentoo Beers, de Minas Gerais, presta reverência ao Belchior e leva palo santo e araticum. O destaque fica para o condimentado intenso e o toque amadeirado.

Bavarian Coconut – Hefeweizen não é um estilo que se espera no Repense Cerveja, e só por isso já valia ser conferido. Essa, produzida em parceria com a também mineira Koala San Brew, leva coco na receita. No geral a cerveja parece uma típica Weiss, até que no final o coco da levemente as caras para adicionar um toque curioso ao clássico alemão.

Categorias:Festivais cervejeiros

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