Rio Craft Beer Festival: uma celebração a cerveja local carioca


No último fim de semana o Rio de Janeiro recebeu a terceira edição do Rio Craft Beer Festival, festival de cervejas artesanais cariocas realizados pelas próprias cervejarias. Com o desafio de levar ao menos um lançamento em cada uma das 12 marcas participantes ao público que foi ao Maracanã, o festival conseguiu mobilizar a massa cervejeira da cidade em um grande evento fundamental para a valorização da bebida local.

O que contribuiu muito para que o evento fosse um sucesso foram as ótimas cervejas levadas pelas 12 cervejarias participantes. O domínio foi das IPAs, com boas novidades entre os vários rótulos do estilo apresentados. Entre as Imperial IPAs se destacaram a Moonrock, da Hocus Pocus, com intenso aroma frutado e amargor agradável, e a Fênix, da 2Cabeças, que em sua primeira encarnação veio cheia de aromas cítricos.

A 2Cabeças ainda levou a versão nova da Hi5, com a volta do lúpulo original, o Simcoe, mas com uma carga extra, que deixou-a cheia de aroma. Entre as New England a mais marcante foi a Hop Dust, da Three Monkeys. Outra que surpreendeu foi a English Smoked IPA, da W-Kattz.

A RockBird levou três lançamentos para o festival, a ótima Sour Tutti-Frutti, a edição 2017 da Sour Doppelbock Unsauberator, que está novamente incrível, mas o grande destaque foi a Cream Ale com café. Apesar da presença intensa do café no aroma, é uma cerveja bem equilibrada e muito cremosa, fácil de beber. De quebra, no domingo, eles plugaram uma Barleywine com café também muito boa.

Por falar em Sour, um dos destaques do festival foi a Sour du Leblon, da 3Cariocas, versão azeda da Saison dos caras. Adocicada, mas sem ser enjoativa, com aromas marcantes de frutas amarelas e condimentado, e ácida na medida certa, foi seguramente uma das melhores cervejas lançadas nos últimos tempos no Rio. Eles ainda levaram a ótima Quebra-Cabeça, uma Imperial Stout cremosa, com destaque para o aroma de chocolate, que junto com a baunilha, a lactose e o morango deixou-a próxima de uma sobremesa líquida. Numa pegada parecida a Quatro Graus levou a In Strawberry We Trust, que também estava saborosa.

Vale destacar também a Pombagira, da Hija de Punta, uma Dark Strong Ale bem feita e que ainda teve a melhor decoração de todas as barracas; a ousadia da Marmota em lançar uma Gruit Beer, a Herbívora; a bela NE IPA Blues, da Green Lab, que apesar de não ser lançamento, foi destaque da cervejaria; os vários lançamentos recentes da Oceânica que estavam disponíveis no festival, especialmente a deliciosa Lemon Cake; e a nova versão da OverLab, da OverHop.

O Maraca é cervejeiro

Um outro acerto da organização do Rio Craft Beer Festival foi na escolha do Maracanã como local do evento. Além do fácil acesso tanto para quem usou o transporte público quanto para os que optaram por Cabify, Uber ou táxi, dentro não faltou nada, nem banheiros, que geralmente são um problema em festivais cervejeiros. O espaço comportou bem o público, mesmo no sábado, quando a lotação foi grande. O fato de ser coberto, mas não fechado, também ajudou tanto para evitar o sol ao longo da tarde quanto por deixar a área ventilada e agradável.

No fim dos dois dias, ficaram apenas boas impressões do festival, uma celebração a cerveja local carioca, e a torcida para que chegue logo o próximo Rio Craft Beer Festival.

Confira fotos do festival:

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Categorias:Beba local, Cerveja artesanal, Festivais cervejeiros

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