Festival Brasileiro da Cerveja 2017: como foi


Festivais de cerveja existem aos montes e a cada dia parece que mais um é criado. Mas alguns são fundamentais para quem quer estar por dentro do que rola no mercado e nas torneiras. No Brasil, o Festival Brasileiro da Cerveja está entre eles e talvez seja o principal do ano. Em 2017 finalmente consegui participar pela primeira vez do evento, em três dos quatro dias, e a impressão foi muito próxima da que imaginava, muito positiva e de que vale a pena se programar para ir sempre.

festival 01

São quatro dias de evento, então é bom antes fazer uma programação e pesar se é necessário ou não ir em todos. O Festival da dicas do que deve rolar nas cervejarias ao longo dos próximos meses, com muitos lançamentos e algumas cervejas que só são plugadas lá. Então, se a sua ideia é conhecer novos rótulos com calma, o mais indicado é visitá-lo nos dias de meio da semana. Menos movimentados, fica mais fácil acessar os estandes das cervejarias e da até para trocar uma ideia com os cervejeiros presentes. Mas já a partir de sexta-feira o público engrossa e no sábado os dois pavilhões ficam cheios. No entanto, por serem espaços amplos, há bastante áreas para circular sem muitos incômodos.

Mas vamos ao que interessa, as cervejas. Se o termômetro para o resto do ano é o que as cervejarias apresentam no FBC, da para apostar que as Sours continuarão seu crescimento no mercado. O que não é de se espantar, já que muitas delas são refrescantes e cominam bastante com o clima brasileiro. A adição de frutas e outros ingredientes nacionais é outra tendência que segue. As NE IPAs, que fizeram sucesso no segundo semestre de 2016, também tiveram seu lugar de destaque nos estandes e devem seguir com lançamentos importantes ao longo do ano, mesmo com os preços salgados. Cervejas intensas também merecem menção e foram bem representadas por Imperial Stouts, Imperial Porters e Strong Ales de respeito.

Cervejas para ficar de olho

São muitas cervejarias e muitos destaques, mas algumas merecem ser mencionadas. A Suricato Ales, do Rio Grande do Sul, foi uma das que chamou atenção com belas cervejas em variados estilos. Destaques para as ácidas, como a Pinocchio, uma Sour Pumpkin Ale deliciosa onde a acidez casou perfeitamente com a abóbora e condimentos, e a Purple Rain, Berliner Weisse com uva. A nanocervejaria Pratinha, de Ribeirão Preto, mostrou que os elogios da galera da cidade do interior paulista são justíssimos. A Witbier Birudô, que usa a fruta asiática yuzú para dar a característica cítrica, e a Foreign Extra Stout Darkmoon, com nibs de cacau, são deliciosas.

Entre as mais disputadas, as gaúchas Seasons e Tupiniquim apresentaram novidades empolgantes. A Seasons levou diversos rótulos experimentais para o Festival, todos com a boa execução e criatividade esperada. Destaques para a Fã Coffee, uma Coffee Stout com cacau, baunilha e envelhecida em barris, tudo em ótima harmonia, e a Bière de Gado, uma ótima Bière de Garde. Já a Tupiniquim chamou atenção nas potentes e licorosas Imperial Stouts, em especial a Manjar Negro, com coco, e a Pecan, com nozes pecan. Outra cervejaria do Rio Grande do Sul que sempre merece os elogios é a Maniba. Impossível não falar da Red “Meth” Flanders, incrível on tap. E a parceria com a Dogma na Black “Deal” IPA, mais uma ótima Black IPA.

Boas novidades também estiveram presentes em estandes de cervejarias como a Way Beer, que levou uma variedade de Berliner Weisses e Goses, com destaque para a Jabutigose, uma Gose com jabuticaba, salgada e com boa presença da fruta. A carioca 2Cabeças estreou dois rótulos no Festival, a refrescante e cítrica Antes do Almoço, e a Black Caipirinha, uma bela Black IPA com limão, antes plugada apenas no Extreme Beer Fest, dos Estados Unidos. A Morada foi outra que se destacou nas Sours. A Lohn, de Santa Catarina, também levou bastante público ao estande graças aos bons rótulos, como a ótima Imperial Stout Carvoeira Wood Aged.

O Festival

No geral a impressão sobre o Festival Brasileiro da Cerveja foi a mais positiva possível. Com dois grandes galpões disponíveis para o evento, mesmo nos horários mais cheios dava para se deslocar sem muitos problemas, bastava ter um pouco de atenção. Outro ponto bastante positivo são as opções de alimentação, que dentro do evento focavam bastante em variações de petiscos típicos da região, além dos hambúrgueres, e estavam com preços bem mais acessíveis do que em eventos semelhantes no Rio de Janeiro. Além disso, era possível sair, passar em algum dos restaurantes da Vila Germânica, e voltar para os pavilhões.

De negativo, muito pouco, como a insistência em fazer a moeda interna, os Ninkasi, em papel, e não em cartões recarregáveis. O outro, um pouco mais grave, é a falta de pontos de hidratação. Haviam apenas locais para lavar o copo, o que obrigava os presentes a comprarem garrafas de água mineral. Beber água ao longo de festivais de cerveja é fundamental e oferecê-la aos participantes deveria ser regra.

Nada disso, no entanto, supera os dias de diversão e boas cervejas que o Festival Brasileiro da Cerveja proporcionou.

Veja algumas fotos:

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