Mondial de la Bière 2016


Mais um Mondial de La Bière se passou. Foram cinco dias cervejeiros e com bastante diversão no Pier Mauá, com acertos e erros na organização. Mas o principal, que era a cerveja, não decepcionou. Entre mais de mil rótulos e muitas novidades, ficou impossível experimentar tudo o que estava planejado para os dois dias em que estive lá. Mas vamos lá, aos pontos positivos e negativos.

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Ótimas novidades

Pra começar, o mais importante, as cervejas. As IPAs reinaram entre as do Rio no evento. A Laal Red IPA da Madá foi um dos melhores lançamentos, com aromas florais, amargor elegante e persistente. Tendência no estilo, as New England IPA também tiveram presença forte. A extremamente “hypada” Event Horizon, da Hocus Pocus, merece os elogios, bastante cítrica, forte aroma de toranja e uma picância interessante no paladar. Outra que vale a menção é a Shark Attack, da Mistura Clássica. Vale ainda uma menção a 18 Ditriguis, White IPA, leve, refrescante com bom amargor, parceria d’O Motim e a Ampolis.

A Labirinto levou a Mirage, uma American Wheat Ale leve e refrescante, frutada, que também vale conferir. A Session Stout da Three Monkeys, a Rock Stout, também foi um bom lançamento, com predominância de café. Recentemente lançada, a Scottish Smoked Ale da RockBird, fez a estreia num evento maior e está deliciosa.

Quem foi ao festival ainda teve mais uma oportunidade de conferir diversos rótulos lançados pela 2Cabeças em parceria com outras cervejarias no último Repense Cerveja. Entre elas a #TBT, Imperial Stout lançada com a 3Cariocas, que levou medalha de Ouro no Mondial, a La Noche de La Mamba Niegra, com a Juan Caloto, a Cabeçudo Wild IPA, com a Verace e a Experimento Beer, e a Pink Lemonade, com a Dádiva.

Pra quem gosta de algo mais intenso, as duas versões da Barleywine Deep Red, da Oceânica, estão entre as melhores cervejas apresentadas no Mondial. Tanto a normal quanto a envelhecida são ricas, encorpadas, com alto dulçor do melado de cana, mas mesmo assim equilibradas.

Com o domínio das cervejas do Rio, as vindas de outros estados ficaram um pouco escondidas. E houveram alguns desfalques importantes, como a Seasons e a Tormenta. A Bodebrown e a Tupiniquim, como sempre, tiveram estandes lotados e com ótimas cervejas, além da Invicta, a Backer e a Dádiva, também concorridas.

Ainda nas cervejas, o Petit Pub foi dominado por cervejarias norte-americanas, com destaque para os maravilhosos rótulos da Lost Abbey. E nele teve mais uma vez o mesmo problema do ano passado: não venderem garrafas para levar para casa. Muitas das cervejas ali são boas para guarda, algumas com garrafas de 750ml, que são boas para apreciar com calma.

Estrutura: pontos positivos e negativos

O Mondial de la Bière recebeu várias críticas a estrutura no ano passado e corrigiu alguns dos problemas. Por exemplo, houve mais ofertas de banheiros, principalmente femininos. Com o acréscimo de um galpão o espaço também ficou menos apertado e a colocação do palco no lado de fora, com a baía de Guanabara ao fundo, foi uma solução interessante.

Mas houveram problemas também. A fila de entrada, por exemplo, chegou até a praça Mauá no primeiro dia, e teve reclamações de demora em outros também. A recarga de cartão para consumo de cervejas e comida teve um aumento de contingente, com pontos móveis, e melhorou um pouco. No entanto algumas vezes o equipamento parava de funcionar em um ponto e a falta de informação fazia pessoas esperarem na fila à toa.

Outro problema foi a demora na divulgação dos cardápios de cerveja. Da para entender que muitas cervejarias levam mais tempo para revelar o que levarão, mas uma saída seria mostrar aos poucos, na medida que enviassem, o que cada uma teria em seu estande. O Petit Pub sequer foi informado antes do início do evento, mas nesse caso o problema foi a retenção dos carregamentos até poucos dias antes do Mondial. Não havia muito o que a organização pudesse fazer.

Por último, as opções de alimentação foram restritas, um problema comum para quase todos os festivais de cerveja no Rio, com muito hambúrguer.

O saldo do festival, no entanto, é bastante positivo. Basta esperar que algumas mudanças sejam feitas para 2017.

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